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Cientistas investigam protetor solar com antioxidante para prevenir câncer
Governo do Estado de S. Paulo-06/02/2019

Um estudo realizado pelo Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP) revelou que o uso de antioxidantes é capaz de prevenir as consequências da exposição à luz ultravioleta (UVA) do sol.

Os pesquisadores estudaram células de pacientes com xeroderma pigmentoso variante (XP-V), uma doença genética rara, e verificaram que a luz UVA provoca danos na capacidade de reparação das células, que podem ser evitados quando tratados com antioxidante. A descoberta abre a possibilidade de desenvolver protetores solares capazes de prevenir lesões e o câncer de pele.

O paciente com xeroderma pigmentoso apresenta deficiência no reparo das lesões do DNA causadas pela luz solar, o que pode gerar mutações. Já no caso da XP Variante, outra manifestação da doença, o defeito é na replicação do DNA contendo lesões. O resultado, no entanto, é o mesmo: os pacientes apresentam pele seca e extremamente sensível ao sol, além de terem um risco duas mil vezes maior de desenvolver câncer de pele abaixo dos 20 anos.

Comandada pelo professor Carlos Frederico Martins Menck, do Departamento de Microbiologia do ICB, a pesquisa inovou ao analisar o efeito da luz UVA em células de pacientes com XP-V e em células sem o defeito – até então, os cientistas estudavam os efeitos de UVB e UVC.

“UVC é completamente barrada pela camada de ozônio e apenas 5% de UVB conseguem passar. Enquanto isso, 95% de UVA atingem a nossa superfície. Nesse sentido, trabalhar com UVA nos aproxima de nossa realidade”, explica.