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Metade dos venezuelanos que entram no Brasil acaba voltando ao país
Agência Brasil-05/12/2018

De acordo com o Comitê Federal de Assistência Emergencial, criado para atuar no atendimento do fluxo migratório vindo da Venezuela, cerca de 300 venezuelanos entram por dia no Brasil com intenção de permanecer no país, mas metade retorna para a Venezuela. Entre os que ficam, apenas 10% – entre 15 e 20 por dia, em média – são considerados desassistidos e precisam de ajuda do governo federal com oferta de abrigo e interiorização.

O balanço foi apresentado nesta terça-feira (5) na Casa Civil, no Palácio do Planalto, durante a oitava reunião do Comitê, criado em fevereiro deste ano. A atuação do governo federal na questão envolve o ordenamento de fronteira, o acolhimento dos imigrantes e interiorização.

Segundo a Casa Civil, atualmente há 5.723 venezuelanos acolhidos nos 13 abrigos construídos pelo governo federal em Roraima e geridos pela Organização das Nações Unidas (ONU). Os abrigados recebem três refeições diárias, kits de higiene e assistem a aulas de Língua Portuguesa. Onze abrigos ficam na cidade de Boa Vista e dois em Pacaraima.

Além dos abrigados, 3.271 imigrantes viajaram para 29 cidades de 13 estados, além do Distrito Federal, no âmbito do processo de interiorização conduzido pelo Ministério da Defesa, com o objetivo de aumentar as oportunidades de trabalho para os imigrantes e reduzir a pressão sobre os serviços públicos de Roraima.

O Ministério da Defesa foi o responsável pela coordenação dos trabalhos. Em março, R$ 190 milhões foram liberados para a Operação Acolhida, em Roraima. Em novembro, foi editada medida provisória liberando mais R$ 75,2 milhões, para garantir a continuidade dos trabalhos até o fim de março de 2019.