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Tecnologias digitais, fábrica de mudas, robótica e drones poderão receber investimento para expansão
Agência Fapesp-06/02/2018

A Agrosmart, apoiada pelo Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) da FAPESP, foi uma das sete empresas selecionadas na chamada Pontes para Inovação, uma iniciativa da Embrapa e Cedro Capital, gestora de fundos de investimentos. Para mais informações sobre o projeto da empresa acesse pesquisaparainovacao.fapesp.br/505.

O programa tem como propósito acelerar o negócio de empresas parceiras que possuem tecnologias para o agronegócio. O valor total investido nas empresas poderá alcançar R$ 35 milhões. Foram recebidas 38 inscrições de empresas e startups. As sete agritechs escolhidas poderão receber um aporte de até R$ 5 milhões cada.

“Já estamos em negociações avançadas com algumas das empresas finalistas. A expectativa é que já nos próximos meses estejamos anunciando alguns investimentos”, informa Alessandro Machado, sócio-diretor da Cedro Capital.

Mariana Vasconcelos, da Agrosmart, contou à Assessoria de Imprensa da Embrapa que a empresa é especializada em monitoramento de variáveis ambientais que conectam o produtor à sua plantação: “Desenvolvemos uma plataforma de agricultura digital, que coleta dados de diferentes fontes, como sensores, satélites, caderno de campo, conversas com o produtor, e usamos a ciência de dados para transformá-los em recomendação”.

A empresa faz recomendações de irrigação, onde são considerados fatores como solo, planta, atmosfera, restrição de equipamentos e tarifa energética para fazer recomendação campo a campo, alcançando uma redução de até 60% no uso da água da lavoura; de previsão climática, tendo o modelo mais assertivo do Brasil, para 72 horas, segundo sua diretora; e agora está focando no desenvolvimento de modelos preditivos de doenças e pragas, em parceria com a Embrapa.

A novidade é o uso de radiofrequência, que permite a coleta de dados no campo mesmo sem internet ou sinal de celular. “Tem muitas tecnologias lá fora, mas que não conseguiam entrar no Brasil ou em mercados em desenvolvimento por falta de infraestrutura. Nós continuamos a ser a única empresa que consegue coletar dados em tempo real em lugares remotos”, ressaltou Mariana. A Agrosmart gera recomendações individualizadas para cada produtor explorar melhor o potencial dos seus produtos agrícolas.

Além da Agrosmart, o programa selecionou a Gira, que tem como proposta reformular a cadeia de crédito do agronegócio com a oferta de uma plataforma de acompanhamento da produção; a Agronow, uma plataforma web 100% automatizada que utiliza imagem de satélite e um algoritmo próprio para monitorar o desenvolvimento de culturas e prever sua produtividade; a Agrorobótica, que utiliza a fotônica em aplicações agroambientais; a C4 Científica, que está trabalhando com uma tecnologia da Embrapa, o biorreator de imersão temporária, capaz de multiplicar mudas de qualidade em grande quantidade; a Horus, especializada em mapeamento de terreno com uso de drones e softwares de inteligência computacional; e a Tecnoblock, de produção e comercialização de suplementos para alimentação de bovinos, equinos e caprinos criados a pasto.

Para mais informações acesse a página da Embrapa.