Notícias no site
Início    Outras notícias

Monitoramento do YouTube


Covid-19 faz economia dos EUA despencar mais de 30% no 2º trimestre

Agência Brasil

A economia dos Estados Unidos contraiu no segundo trimestre no ritmo mais acentuado desde a Grande Depressão, em 1929, uma vez que a pandemia de covid-19 destruiu os gastos dos consumidores e das empresas, e a recuperação está sob ameaça de um ressurgimento dos casos de coronavírus.

O Produto Interno Bruto (PIB) despencou 32,9% em taxa anualizada no trimestre passado, declínio mais forte da produção desde que o governo começou a registrar os dados em 1947, informou o Departamento do Comércio nesta quinta-feira.

A queda do PIB foi mais do que o triplo do declínio recorde anterior de 10% no segundo trimestre de 1958. A economia contraiu 5% no primeiro trimestre.

Economistas consultados pela Reuters projetavam recuo do PIB a uma taxa de 34,1% entre abril e junho.

A maior parte das perdas históricas nos dados do Produto Interno Bruto aconteceu em abril, quando a atividade quase parou depois que restaurantes, bares e fábricas foram fechados em meados de março para conter a disseminação do coronavírus.

Embora a atividade tenha acelerado a partir de maio, o ímpeto diminuiu em meio a um ressurgimento de novos casos da doença, especialmente nas densamente povoadas regiões Sul e Oeste, onde autoridades estão fechando as empresas de novo ou dando uma pausa na reabertura. Isso reduziu as esperanças de uma forte recuperação do crescimento no terceiro trimestre.

O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, reconheceu na quarta-feira a desaceleração na atividade. O Banco Central dos Estados Unidos manteve a taxa de juros perto de zero e prometeu continuar injetando dinheiro na economia.

"As perspectivas não são muito boas. Os norte-americanos não estão se comportando bem em termos de distanciamento social, a taxa de infecção é inaceitavelmente alta e isso significa que o crescimento econômico não consegue ganhar força", disse Sung Won Sohn, professor de finanças e economia na Loyola Marymount University em Los Angeles.

A queda no PIB e a recuperação econômica fraca colocam pressão sobre a Casa Branca e o Congresso para fechar um segundo pacote de estímulo.

O presidente Donald Trump, cujos números em pesquisas de opinião caíram conforme ele mostra dificuldades para lidar com a pandemia, a crise econômica e os protestos devido a injustiça racial, afirmou na quarta-feira que não tem pressa.

"Isso é duro de engolir", disse Jason Reed, professor de finanças da Universidade de Notre Dame. "No momento, a economia norte-americana está acelerando na direção de um abismo fiscal. Não apenas precisamos que os norte-americanos adotem ações sérias de prevenção da doença, como também precisamos que o Congresso feche acordo sobre outro pacote de estímulo e rapidamente."

Outras notícias


Indique esta notícia a um amigo:
Seu nome


E-mails dos amigos (separados por vírgulas)


Mensagem (opcional)




Fechar